Fantasma do Sarampo

Editado em 13 de dezembro de 1970    Nº 116

Pouca gente sabe que, no Brasil, a doença que mais mata, mais ainda do que a difteria, o tétano, a coqueluche, a poliomielite, a varíola, é o sarampo. Na África Ocidental ele é o terrível ceifador entre os pré-escolares.

No Irã é uma das mais importantes doenças infecciosas responsável pela mortalidade média de 14,8% da população infantil.

A quase inevitabilidade do sarampo tende a fazer com que a sua gravidade seja subestimada. Entretanto a estatística mostra hoje que na realidade o sarampo é um risco considerável que deve ser evitado sempre que possível, devido as suas complicações, como, por exemplo, uma das mais perigosas que é a encefalite. “É constrangedor, diz um cientista da atualidade, pensar que uma lesão cerebral pode ter advindo de uma evolução direta de um sarampo”.

Na revista “Pais e Filhos” diz o famoso pediatra Ricardo Veronesi que existem no Brasil atualmente dois tipos de vacinas, sendo que uma delas deixa a criança imune de uma vez por todas. Nos Estados Unidos a imunização em massa já é encarada como um investimento altamente rendoso, isso partindo de um principio de uma criança que contrai  e não escapa das consequências do sarampo, será excessivamente onerosa para a família e para o Estado.

Segundo ainda o dr. Ricardo Veronesi, na faixa de idade dos 2 aos 3 anos, o sarampo é das doenças mais mortais.  E isso só acontece, lamenta ele, pela falta de prevenção.

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