Na Sêca o povo não terá água para beber

Editado em 11 de maio de 1968  Nº  41

Somente um empréstimo solucionará o problema

Das 19,30 ás 22,30 Horas a Câmara Municipal esteve reunida no Palácio Municipal, em reunião ordinária, no dia 2 p.p.

Já nos bastidores da politica municipal sentia-se a expectativa em torno do problema do abastecimento d’agua na cidade. Iniciada a reunião o Presidente da Câmara, Vereador Antônio Portugal Rennó comunicou quer havia convidado o Chefe do Executivo para comparecer àquela reunião e expor, em linhas definitivas, a situação cruciante da cidade quando ao problema da falta d’agua.

Pouco depois, chegou ao Palácio Municipal o Chefe do Executivo Municipal, Prefeito Arlette Telles Pereira e, em exposição clara e objetiva,  afirmou à Casa que “estamos em estado de calamidade pública”. O abastecimento atual d’agua não é suficiente nem mesmo para uma só rua da cidade. Afirmou ainda o Chefe do Executivo que “há ruas que passam mais de quinze dias sem verem uma só gota d’agua.

Interpelado pelo vereador Nelson de Azevedo sobre a possibilidade do Poço Artesiano, afirmou S. Exa. Que possui três bombas das mais potentes, uma das quais não está em prefeitas condições e, duas funcionando, porem, em nada isso resolve o problema.

Continuando a sua exposição S. Exa.  fez um passeio pelas fontes d’agua da redondeza e concluiu com a impossibilidade e a inviabilidade da captação  através de bombas, e isso é, dentro da atual conjuntura financeira da Prefeitura, com as recentes cortes nas verbas, impraticável.

Só há uma solução – dizia o Prefeito – é a construção de uma represa na Serra da Manuela, o que nos proporcionaria nada menos de águas em abundância  para toda a cidade por mais de 50 anos.

O Governo Municipal, porem, não tem condições de realizar tal empreitada que só poderá ser concretizada com uma o importância de NC$ 500.000,00. Sendo esta a última esperança, o Governo já solicitou empréstimo  por intermediário de ofícios que o Secretário da Administração Dr. Francisco Moreira Bilac Pinto se encarregou de entregar ao Governador do Estado.

Concluiu no chefe do Executivo afirmando que tem lutado desesperadamente para solucionar este problema, e numa previsão catastrófica dizia que  sem  recursos financeiros nada podereia fazer, e “se a situação continuar assim, em agosto e setembro não teremos água nem para beber”. Porém – continuou o  Governo – “se tal empréstimo for concedido eu prometo que em dois meses colocarei a água na cidade por intermédio da represa e da canalização, na Serra da Manuela”.

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