Televisão SIM ou NÃO

Editado em 03 de outubro 1971 Nº 153

Dias atrás, um conterrâneo encontrava-se numa agência bancaria duma cidade vizinha (dispensamos nomeá-los) e escutou conversa de dois clientes.

– É… Santa Rita, não sei que faz com duas  escolas superiores relacionadas com eletrônica e telecomunicações. Ainda não instalaram nem repetidor nem retransmissor de televisão. Tanto fama e tanta farol… que vai dar resultados pela aí longe! –De fato. Viu-se agora com o aperto de Brazópolis.

Até a “cidade eletrônica” beijando as mãos da Assumitel daqueles morros.

-Já viu! Muito técnico e pouca técnica.

-Bom, precisa também de um bom dinheiro para montar essa aparelhagem.

– Ah, precisa. Mas, garanto que se formassem uma sociedade anônima, muita das cidades vizinhas aderia.

– E olhe que morro alto não falta nessa serra de Matacachorro. Uns cincos canais dava para apanhar. Não dava?

– Não entendo disso. Os técnicos de eletrônica e de telecomunicações é que deveriam estar por dentro.

– Será que até agora não fizeram um levantamento sério?

– Sei lá. Ésse pessoal entende muito dentro da sala de aula e com aparelhinho da Alemanha e tal e coisa. Mas fora daí… o pessoal técnico fica encaramujado.

– Eh! Eh! Eh!

– Té logo

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