Cemicok

Editado em 25 de janeiro de 1970 edição Nº 75

 

CEMIG Leva mais energia ao Sul de Minas

 

As Centrais Elétricas de Minas Gerais – CEMIG – acabam de incorporar a Cia Sul Mineira de Eletricidade, que prestava serviço na região Sul de Minas. Uma das regiões mais ricas do Estado em recursos naturais e humanos, o Sul está agora capacitado a alcançar grande desenvolvimento industrial: sua oferta de energia elétrica, antes um entrave, agora a cargo de uma das maiores empresas de eletricidade do país – a CEMIG – passa a ser um fator essencial de de-senvolvimento.
Sobre a incorporação da CSME e suas con¬seqüências, fala em entrevista coletiva, o presi¬dente da CEMIG, engenheiro João Camilo Penna.

Dr. João Camilo, quais as conseqüências prá¬ticas da incorporação da CSME pela CEMIG
Em primeiro lugar, a CEMIG integrou a região Sul de Minas ao seu con¬junto de grandes usinas em operação e constru¬ção. A capacidade de ge¬ração dessas usinas já atinge quase l milhão de quilowatts, isto quer dizer, em termos práticos, que o sul do Estado ad¬quiriu agora a condição que lhe faltava para o pleno desenvolvimento industrial. A entrada da CEMIG no Sul de Minas já possibilitou a instala¬ção de importantes in¬dústrias na região, como a Cia. Mineira de Alu¬mínio, a Cia. Morro do Níquel e a Fertilizantes Mitsui. Tudo isso sem contar a ampliação que várias indústrias já em¬preenderam, destacando-se a Cia. Brasileira de E-quipamentos Pesados.
Este é o fruto do tra¬balho que estamos desenvolvendo na região r?de 1967, quando a EMIG assumiu o con-ôle acionário da CSME. Agora, com a incorpora-lo, passamos a prestar irrviços diretamente,
É qual o programa de obras para esta nova etapa?
Nosso programa para a área anteriormente aten¬dida pela CSME é bastante vasto. As etapas prio¬ritárias já estão em anda¬mento, como, por exem¬plo, a instalação do novo

O grande Programa
Para que se tenham uma visão global do plano de obras da CEM1G para o Sul de Minas, podemos, resumidamente, alinhá-lo da seguinte maneira:
Em linhas de transmis¬são de 138 kv, 6 km es¬tão em andamento e 251 já construídos; linhas de transmissão de 69 kv, 184 km construídos e 440 em construção; linhas de distribuição, de que já falamos, com 251 km con¬cluídos e 605 em obras As redes de distribuição lo¬cal já estão instaladas em 35 cidades e, em outras 56, o trabalho está em andamento. Já instalamos 118.000 KVA em subesta¬ções, com previsão para instalar mais 63.000 bre¬vemente.
O padrão de 60 ciclos já foi adotado, Dr. João Camilo ?
Sim. Já foi. O obsole¬to sistema de 50 ciclos que predominou na re¬gião por mais de 40 anos, já foi abandonado. Assim, as novas instalações per¬mitem que o Sul de Mi¬nas fique interligado ao grande sistema da Região Centro Sul do Brasil. Li¬nhas de transmissão em alta tensão, partindo de Lavras, Itutinga e Poço de Caldas colocam em disponibilidade, desde já, a energia elétrica necessário ao estabelecimento de novas industrias em toda a região.

Para finalizar, presidente, o Senhor acredita na industrialização do Sul de Minas

É claro que acredito. E tenho muitos motivos pa¬ra crer, assim como to¬dos os técnicos da CEMIG, que a região sul mineira tem, agora mais do que nunca, todas as condições de encontrar o caminho de seu pleno desenvol¬vimento. A energia deixa, com a chegada da CEMIG, de ser um problema. E a eletricidade vem com¬plementar as magníficas potencialidades dessa re¬gião: a localização privi¬legiada, próxima dos gran¬des mercados de São Pau¬lo, Rio e Belo Horizonte; a excelente rede rodo-ferroviária; os solos férteis, com produção agrícola diversificada: o importan¬te rebanho bovino com grande produção de lei¬te e derivados; os cursos minerais abundantes; as grandes cidades que ofe¬recem todos os recursos dos grandes centros; a indústria do turismo gran¬demente desenvolvida. E, como s^e tudo isso não bastasse para alimentar nossa fé nas possibilida¬des da região, há ainda os incentivos fiscais do Estado. Como não acre-ditar no Sul de Minas ?

 

Quer dar sugestão e-mail: ocorreio@jornalocorreio.com.br

 

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