Inatel é Engenharia Plena

todo mundo cantando, todo mundo exaltando e todo mundo vibrando

editado em 12 de dezembro de 1971

O foguetório as buzinas e caravana de autos em passeata as calçadas em festa, as janelas abertas em risos e palmas, o papel picado, o carnaval temporão no TELECO, gente se abraçando, gente gesticulando, gente pulando, gente suando, gente madura virando molecote, Zé Maria Baiano dando show para televisão, Luiz Gomes desencavando velhos passe de samba, Fredmarck  lutando para quebra a dura cintura em desenxabido gingado de malandro, Callistrato espalhando seu vozeirão num “pega no ganzé, pega no ganzá”. ..

Era o prefeito, era Dona Hespanha, era o Presidente da Câmara, era o engraxate, era o Presidente do INATEL, era a moça bonita, era o Presidente  do Diretório da Administração, era o Promotor, era o Padre, era o Professor, era o Presidente do GEETE, era o Presidente da Sociedade de Amigos, era todo o mundo!

Todo mundo cantando, todo mundo, exultando, todo o mundo vibrando.

Não havia discursos.

Os discursos eram aquilo tudo! Para que outra comunicação? Seria cafona, impertinente, inaudível completamente besta. Porque a maior comunicação estava em todos rosta, em todos braços, em todas as gargantas.

“Que beleeeza! Pega no  ganzé, pega no ganzá…”

Tal foi o panoram que achei à minha chegada após a viagem de 23 horas, regressando de Porto Alegre. Quem disse que eu fui tomar banho, fazer a barba e trocar de roupa? Entrei na maré. E não me senti cansado.

A boa nova do reconhecimento do INATEL como ENGENHARIA  PLENA, deixou-se novo.

Santa Rita festou de maneira improvisada, sem programa preestabelecido, com a espontaneidade e a sintonia coletiva dos grandes momentos.

Foi a festa de “fim de guerra”. A vitória deve-a o povo de Santarritense ao Marchal de Campo Fremarck Gonçalves Leão, ao General Luiz Gomes da Silva, aos Oficiais Comandantes do INATEL entre os que se destacaram Callistrato Borges de Muros, José Maria S. Souza, Fernando Constanti, ao ajudante de Ordens e Chefe de Gabinete Pulo Julidori e a tantos e quantos e quantos anônimos que muito de si próprio para que pudéssemos gozar dessa festa e desse desfile de vitória. A eles os loucos e as palmas!

Vamos em Frente!

Pe. Ramón Villar Paisal, S.J.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *