Policia captura Linguiça

Edita em 18 de maio de 1969

Eram 2 horas da manhã do dia 11 quando três sentenciados evadiram-se da cadeia local, serrando  uma das janelas da cela. Notada a falta dos prisioneiros, o sargento Cyd Fernandes e o Delegado Mauro Nogueira, imediatamente esquematizaram um plano de captura. Todas as saídas da cidade foram cercadas e todas as D.Ps da região informadas da sensacional dos marginais. Com toda a policia mobilizada iniciou-se a operação captura, tendo os policiais fechado o cerco numa vasta área da região.  Toda a madrugada do dia 12 os policiais estiveram em franca atividade para capturar os três foragidos: Linguiça, Paulino e Careaçu. O plano do delegado Mauro Nogueira e do sargento Cyd Fernandes foram seguidos à risca, sem, contudo, lograrem capturar os foragidos.

A captura de Linguiça deu-se às 15 horas do dia 14. Linguiça apareceu tranquilamente na cidade, atravessando a praça principal, passou pelos bares e cumprimentou os conhecidos, indo em direção a casa de sua amásia.

Operação Captura

A policia foi dei mediato informadada astúcia do marginal e partiu em seu encalço. Ao aproximar-se do bairro onde mora a amásia de Linguiça, o delegado Mauro Nogueira avistou o delinquente, acompanhado de seu colega de fuga Careaçu, andando em uma vargem do bairro.

Imediatamente os policiais que o acompanhavam saltaram do carro, porém linguiça a vistou-os e, ainda perseguido pelos policiais conseguiu ludibria-los desaparecendo no alto capinzal da vargem.

Os policiais foram espalhados pela vargem e a vasculharam sem nada encontrar. O policial Adriano coadjuvado pelo guarda municipal Paulo foram os que lograram encontrar Linguiça. O marginal estava deitado em um valo, e quando pressentiu que havia sido descoberto não tentou nenhuma reação. Deixou-se apanhar, sendo conduzido pelo policial Adriano e pelo guarda municipal Paulo Domingos à D.P. onde foi encarcerado. Tomado de forte crise nervosa o delinquente que, segundo confessou, havia tomado uma pinga, pôs-se a gritar desesperadamente, ofendendo os policiais, destruindo as dependências de sua cela, e atirando os tijolos para todos os lados

Reporte quase pega Linguiça

Passada a crise Linguiça voltou ao normal e contou todos os detalhes de sua fuga não querendo dizer nada sobre os outros companheiros que ainda estavam foragidos. Contou Linguiça que a janela de sua cela havia sido cerrado por Careaçu e que a serra havia entrado por intermédio do menor conhecido como José Natal. “Eu nada tive a ver com a serra apenas vi que a janela estava serrada e me mandei”.

Continuando a sua descrição, disse Linguiça, que na noite da fuga ficaram escondidos no cemitério local e que quase foram encontrados por um policial e pelo repórter policial do “O CORREIO’, Orlando Gomes, que estiveram no local e quase que pisaram em suas costas. Do cemitério, Linguiça foi para o lugarejo conhecido por Rennó e dali para Piranguinho onde afirmou “haver dobrado os policiais da cidade no papo”, o mesmo acontecendo em Itajubá.

De Itajubá afirmou haver viajado para Campos do Jordão, Pirangussú e depois retornado a esta cidade para se entregar. Esteve no bar do Sr. José Caetano onde tomou uma pinga e dali saiu, passando pelo parque que está localizado na Praça principal da cidade, e atravessou tranquilamente a praça indo para a casa de sua avó. Disse ainda que mas sim que chegou sua avó mandou que êle saísse de sua casa porque a policia estava com fuzil para atirá-lo. Foi quando saiu em direção à vargem e notou que a policia estava chegando. Então não fêz cerimonia, deu serviço para as suas longas pernas e se escondeu no mato, tendo se entregado quando foi descoberto pelo policial Adriano porque sabia que este era um bom policial e não ia agredi-lo.

Linguiça já está condenado por dois anos e tem mais processos na Justiça na cela dos foragidos ficou o detento José Pequeno que não quis fugir.

A policia continua em ação e espera-se a captura dos outros foragidos a qualquer momento.

Sugestão:  contato@jornalocorreio.com.br

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