Policia precisa urgente de viatura!

Editado em 21 de  julho de 1968   Nº  002

Afirmando que na grande maioria dos casos a Polícia não pode exercer a sua função primordial, que é impedir em prática de fatos delituosos, o Delegado de Polícia, Bel. Yan Pereira Sobral, salientou em entrevista  especial ao “O CORREIO”, que a ação policial na cidade é bastante dificultada pela falta  de uma viatura.

Disse o Dr. Yan a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, não possui meios de oferecer as Delegacias do interior, que não sejam regionais, as viaturas necessárias. Abordando os problemas criados pela falta de viatura, disse-nos que a prisão de um marginal é sempre espetacular degradante para a sociedade, principalmente quando o delinquente revolve resistir à prisão, e entra em luta corporal com os

policiais quem tem por missão conduzí-lo até a Cadeia Pública. Se considerarmos, por exemplo, que uma prisão seja necessária numa rua distante da  D.P., e o individuo resista à voz de prisão, pode-se facilmente imaginar a dificuldade que terão os policiais, para dominar tal pessoa e conduzí-la, a pé, pelas ruas numa verdadeira passeata indígna aos olhos da famílias santarritenses, que são sujeitas a ver e ouvir coisas obscenas. Isso sem considerar que a polícia só chegará ao local do fato delituoso, depois de haver sido o mesmo consumado. Enfim, a função de uma polícia sem viatura apropriado, resume-se em prender aquêle que praticou um crime, quando fôr possível encontra-lo, o que quase não acontece, pois o criminoso foge de uma região para outra, impossibilitando que os policiais, sem meios de locomoção, o sigam e prendam.

O Comandante do destacamento Policial, Sargento Cyd, disse à reportagem que tem sob o seu comando, 2 cabos e 16 policiais. Desses 16, 2 são responsável pelo transito e dois guarda da cadeia, restando 14 que, em duas turmas, fazem a ronda na cidade, com a colaboração da Guarda Noturna.

As necessidades de uma viatura que venha a efetuar o serviço policial eficientemente bem, como servir aos demais problemas sociais do município, são óbvias. Resta-nos apesar para o povo de nossa terra, para os órgãos políticos e sociais, para todos os santarritenses de bem busquem uma solução para  que seja feita aquisição de um veículo policial.

Por outro lado, concluiu o Delegado, uma Kombi poderia ser doado pelos santarritenses, de tal forma que a doação ficasse vinculada à permanência do veículo nesta cidade, o que impediria qualquer deslocamento do mesmo para outra comarca.

P.V.

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