PROIBIDA AGUA DO RIO

Editado em 30 de maio de 1971   Nº  135

Boatos correram pela cidade de que altas autoridades teriam proibido a utilização da água de rios para abastecimento público. Só se for água do “Rio de Janeiro” que não é rio mas baía salgada… Aliás, cidade como a Capital Kuwait instalada em pleno deserto, à beira do mar, e submarinos e outros belonaves modernas estão bebendo água-marinha depois convenientemente destilada e tratada. Pior ainda, há uma cidade dos Estados Unidos, localizada no Texas sem água natural, mas com muito petróleo, que bebe os esgotos. Sim senhor, não precisa ficar fazendo caretas. É só manter uma estação de tratamento a rigor, com todas as esnobações

técnicas necessárias e os líquidos dos esgotos se tornou na água potável mais higiênica, mais isenta de poluição e mais límpia.

Ora, a água do rio Sapucaí nem é esgoto nem é mar.

Como é? Na sua casa já está faltando água? Imagine quando vier a sêca! As autoridades municipais estão de mangas arregaçadas para que você, santarritense, não sofra mais as consequências das secas dentro de uns  meses. Você é irmão gêmeo de são Tomés? Então vá ver o serviço lá, no “Poço Fundo”, atrás do loteamento Santo Antônio. Uma boa pedida para piquenique.

Já foi aberta a valeta do rio até o local elevado da caixa distribuidora. A adutora  já está montada, com tubos de 10 polegadas provenientes da Siderúrgica Barbará de Barra Mansa. Está feita a  terraplanagem, no alto do morro Santo Antônio,  para os reservatórios e a estação de tratamento. Na beira do rio  foram iniciadas as caixas e casas para máquinas e bombas de captação. O trator da Eletrônica colaborou gratuitamente nestes serviços.

Podem ficar descansados: a água do Rio Sapucaí não foi proibida, não. Teremos água até o natal, água a vontade!, desde que o povo e as autoridades financeiras propiciem os recursos necessários para a execução da obra.

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