T.V. a Cores: O preto e Branco

Editado em 27 de fevereiro de 1972 Nº 171

A pergunta vem surgindo a todo momento:

Quando é que as cidades do interior terão condições para receber os sinais da televisão colorida?

Em primeiro lugar, vale dizer que a TV em cores exige uma técnica muito mais sofisticada do que a TV em prêto e branco.

Acostumamo-nos facilitar com o “chuvisco” e com uma serie de defeitos comuns às regiões de recepção precária, em se tratando da imagem convencional. No entretanto, passando para cores, o olho humano, tem experiências, tornando-se imperceptível até, na recepção comum.

O sinal que recebemos atualmente, e diga-se: de graça, é repetido pela Assumitel de Brasópolis.

Por mais de uma vez, esta firma tentou convênios com prefeituras, e recebeu apoio insuficiente, ou melhor dizendo quase nulo.

A retransmissão, mantida com a capital próprio, poderia ser muito melhor se houvesse ajuda externa.

No entanto, a T V colorida que exige elevado custo para o repetidor, só será possível se unidas as cidade interessadas, forem levantados recursos, que estimamos entre Cr$ 400.000,00 a Cr$ 600.000,00, o que é quase impossível.

Outro fator que proíbe um maior interesse pela TV colorida, é o elevado custo do receptor.

A iniciante indústria de receptores está agora oferecendo aparelhos por preços que variam entre Cr$ 6.000,00 a Cr$ 8.000,00, estes tenderão a baixar, mas, na melhores condições e televisor colorido, sempre custará quatro ou cinco vezes mais que o prêto e branco, pois suas exigências técnicas são muito maiores, com componentes mais  caros e aproximadamente triplicados.

Por enquanto, o nosso consôlo, será ir ao Rio ou São Paulo, e apressadamente assistirmos às “Maravilhosas” cores  do Chacrinhas, do Silvio Santos e  do Flávio Cavalcanti.

Sugestão Email: jornalocorreio07@gmail.com

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