Três Tentos de Aleluia em Outra Vitória

Editado em 13 de julho de 1969,

Enfrentando o Trespontano Atlético Clube (T. A. C.), reforçado de elementos de outros clubes, o Santa Rita do Sapucaí E.C. conseguiu mais uma retumbante vitória. O T.A.C., campeão da zona sul em 1968. veio a Santa Rita para enfrentar de igual para igual o quadro local e para isso reforçado de Tião, Acir e Mário da Olímpica de Lavras, Paulão do Flamengo de Varginha e Jairo do C.B.C. também de Varginha. Era um seleção formada para ganhar ou pelo menos perder por pouco.

Nos primeiros quinze minutos de partida o qua­dro local não se encontrava e, diga-se de passagem, somente nos últimos 15 minutos de jogo é que pra­ticou o futebol que vimos contra o Palmeiras. O T.A.C. atacava esporadicamente, até que aos 4 minutos nasceu seu único gol, proveniente, a nosso ver, de um con­junto de faltas. O lance desse gol nasceu de uma fa­lha de Adauto que querendo fazer classe atrasou mal a bola para Jalmo, do que se aproveitou a linha do T.A.C. para avançar contra a meta de Eustáquio.

O jogador Paulão estava em impedimento, o que foi assinalado pelo auxiliar de juiz José Maurício, mas o árbitro não atendeu ao seu auxiliar e mandou que o jogo prosseguisse indo a bola a córner. Batido este pela esquerda do ataque visitante, a bola caiu na pequena área; Eustáquio subiu para segurá-la sendo chargeado ilicitamente por Paulão que lhe deu uma cotovelada; o goleiro soltou a pelota que foi impulsi­onada para as redes pelo próprio Paulão. T.A.C. 1X0. Menos de um minuto após Aleluia empata­va a partida com uma cabeçada espetacular de um cen­tro de Mauro pela esquerda, quando o goleiro visitante sairá mal da meta. l X l no marcador, contagem que permaneceu durante todo o primeiro tempo, embora esse escore não fizesse justiça ao quadro local pelo maior volume de jogo apresentado.

No segundo tempo, voltaram os quadros sem mo­dificações. O quadro visitante lutava para manter o empate enquanto o quadro local atacava em massa em busca da vitória. Era um verdadeiro duelo do ataque local com a defesa visitante onde pontificavam Maurí­cio, Acir e Marcos. Somente aos 23 minutos viria o segundo gol dos santarritenses, consignado por Pelica, batendo um pênalti cometido por Marcos e Acir con­tra Adãozinho; muito bem marcado pelo árbitro. O terceiro tento foi de Aleluia aproveitando-se de uma bola largada pelo goleiro Tião aos 27 minutos; ain­da Aleluia consignava o quarto tento em outro rebo­te de bola largada pelo goleiro aos 36 minutos da etapa final.

 

Com a contagem de 4 x l o quadro local vencia mais um aguerrido adversário. O quadro santarritense embora não jogasse o futebol prático e objetivo que praticara contra o Palmeiras, conseguiu deixar a agradá­vel impressão de que está em condições de fazer bo­nita figura no torneio de acesso, que terá início dia 20 próximo.

O quadro do T. A. C., embora reforçado, demons­trou não possuir um conjunto ideal, naturalmente em razão da inclusão de elementos estranhos; mas lutou como pôde e soube perder com disciplina e muita li­nha.

O quadro local venceu com:

Eustáquio (Luiz Carlos aos 20 minutos do 1°. tempo), ambos sem muito trabalho; Adauto, com altos e bai­xos, sendo culpado indireto do gol adversário; Jalmo, seguro e menos violento desta feita; Malaquias reba­teu bem mas cabeceou muitas bolas para trás; Miguel, desta feita o melhor do quarteto de zagueiros; Flávio, grande jogador, ataca e defende com precisão; Mauro começou lento para crescer ao final sendo um dos me­lhores do quadro; Pelica,- trabalhou para o conjunto; Aleluia, autor de três tentos, demonstrou que é mesmo oportunista; Teco – dispersivo; Adãozinho – o melhor do ataque – e o «nego maluco»; Zéca substituindo bem a Malaquias: Osmar é sem dúvida um grande ponteiro.

O quadro do T. A. C. perdeu com:

Tião, falho e indeciso. Jucá não conseguiu parar o Adãozinho; Maurício, muito bom; Acir, no mesmo nível. Marcos, lutou com Pelica e as vezes levou van­tagem; bom lateral. Jairo, regular. Mendes disponível, Glauco não passou por Miguel. Paulão o mais peri­goso do ataque, mas esteve isolado, sem receber bolas. Mário e Menga com altos e baixos. Barra e Quita não chegaram a aparecer.

O árbitro foi o Sr. Tomaz Monteiro, com atua­ção boa, falhando no lance do gol visitante. Seus auxiliares José Maurício e José Renato com boa atuação.

ANORMALIDADES

O goleiro Eustáquio, no lance do gol visitante, sofreu fratura do nariz por uma cotovelada involun­tária de Paulão.

Bom público assistiu ao jogo incentivando a vi­tória do quadro local.

A renda não foi fornecida.

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