Cadeia para assassinos no volante

Editado em 10 de outubro de 1971

O Dr. Zé Arthur, nosso conterrâneo, está criando um caso medonho com os irresponsáveis do asfalto. Desenvolve uma campanha impiedosa, armado de leis, de argumentos filosóficos-morais, de marretas retóricos, de indignações cívicas e de  estatísticas assustadoras.

Na atualidade, o Brasil, apresenta um número  de acidentes de trânsito superior a 120.000 por ano. Em média, morrem anualmente 8.000 pessoas

acidentadas e ficam mutiladas ou feridas mais de 70.000.

José Arthur de Carvalho Pereira, trabalha há cinco anos em Belo Horizonte, na primeira Vara de Júri e das Execuções Criminais, tendo galgado com brilhantismo os degraus do Templo da Justiça. Diante da responsabilidade dos loucos do volante, diante da ausência de punições adequadas, diante da benevolência judiciária, êle se insurge contra os civilizadíssimos e progressistas crimes do transito.

O Promotor José Arthur está convocando todos os seus colegas para tomar a sério os processos de acidentes automobilísticos nos quais o motorista tenha violado as normas de segurando, os regulamentos de transito ou tenha ultrapassado os limites permitidos da velocidade. A classificação do acidente culposo como crime de homicídio doloso, poderá sujeitar o infrator a penas que oscilam entre 6 e 20 anos, sem condições de beneficiar-se dos lenitivos concedidos a delitos de gravidade menor.

Nosso conterrâneo propõe aos seus colegas promotores “uma tomada de posição definitiva e corajosa” porque “a realidade trágica de nossas ruas e estradas mostra que não há mais segurança para nenhum de nós” Julgo o Dr. José Arthur de Carvalho Pereira que se todo o mundo apoiar a campanha do Ministério Público contra os abusos de veículos automotores, ela terá um sucesso rápido e generalizado.

Dr. Zé Arthur, conte com a solidariedade desta pequena folha da sua pequenina terra. Todos nós, santarritenses, identificamos-nos com sua campanha humanística e autenticamente civilizadora. O relevo dado pelo Diário da tarde, de Belo Horizonte à sua atuação pública, representa uma consagração.

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